Advogado Erro Médico: Quando o Paciente Pode Buscar Indenização por Falha no Atendimento de Saúde
Erro médico gera indenização por danos morais, materiais e estéticos. Entenda a diferença entre a responsabilidade do médico e do hospital.
DIREITO CIVIL
Dr. Teófilo Stefanichen Neto
4/8/20262 min read


Buscar atendimento médico é, na maioria das vezes, uma necessidade urgente e cercada de confiança. No entanto, quando ocorre uma falha na prestação do serviço de saúde, o paciente pode enfrentar consequências graves — físicas, emocionais e financeiras. Nesses casos, surge a dúvida: é possível buscar indenização por erro médico?
O que é considerado erro médico?
O erro médico ocorre quando há falha na atuação do profissional ou da instituição de saúde, seja por negligência, imprudência ou imperícia, resultando em prejuízo ao paciente. Alguns exemplos comuns incluem o diagnóstico incorreto ou tardio, a prescrição inadequada de medicamentos, falhas em cirurgias, a ausência de acompanhamento adequado após procedimentos e a alta médica precoce.
É importante destacar que nem todo resultado negativo configura erro médico. A medicina não é uma ciência exata, e o profissional não pode garantir a cura, mas deve agir com técnica, cuidado e responsabilidade.
Responsabilidade do médico e do hospital
A responsabilidade pode variar conforme o caso. O médico, como profissional liberal, geralmente responde de forma subjetiva, sendo necessário comprovar a culpa (negligência, imprudência ou imperícia). Já os hospitais e clínicas podem responder de forma objetiva, especialmente em casos de falhas estruturais ou de atendimento.
Um exemplo prático: um paciente que sofre complicações por erro na administração de medicação pode responsabilizar tanto o profissional quanto o hospital, dependendo das circunstâncias. Essa mesma lógica se aplica, por exemplo, ao erro de dentista, que é uma espécie de erro médico.
Quais são os direitos do paciente?
Quando o erro médico é comprovado, o paciente pode ter direito à indenização por danos morais, à indenização por danos materiais (gastos com tratamentos, medicamentos, etc.), a uma pensão em casos de incapacidade permanente, e à reparação por danos estéticos. Em situações mais graves, como óbito, os familiares também podem buscar indenização.
O que é necessário para comprovar o erro?
A comprovação exige análise técnica e, na maioria dos casos, a realização de perícia médica. Além disso, alguns documentos são fundamentais: o prontuário médico, os exames realizados, receitas e relatórios médicos, comprovantes de despesas e testemunhas. Esses elementos ajudam a demonstrar a conduta adotada e o nexo entre a falha e o dano sofrido.
Conclusão
Casos envolvendo erro médico exigem análise cuidadosa, pois nem todo procedimento malsucedido configura responsabilidade do profissional. Por isso, é fundamental buscar orientação jurídica para avaliar corretamente a situação, reunir as provas necessárias e definir a melhor estratégia.
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