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Assédio moral no trabalho: como identificar, provar e proteger seus direitos como trabalhador CLT
Dr. Teófilo Stefanichen Neto
2/9/20263 min read


Assédio moral no trabalho: como identificar, provar e proteger seus direitos como trabalhador CLT
O ambiente de trabalho deve ser um espaço de respeito, dignidade e equilíbrio. No entanto, muitos trabalhadores enfrentam situações repetitivas de humilhação, constrangimento e pressão psicológica que ultrapassam qualquer limite aceitável. Essas condutas configuram o assédio moral no trabalho, uma prática ilícita que adoece o trabalhador e viola direitos fundamentais garantidos pela legislação trabalhista brasileira.
Infelizmente, o assédio moral ainda é naturalizado em muitas empresas, sendo tratado como “cobrança normal” ou “jeito duro de liderar”. É justamente essa confusão que impede muitos trabalhadores de buscar ajuda no momento certo.
O que é assédio moral no trabalho?
Assédio moral é toda conduta abusiva, repetitiva e prolongada praticada no ambiente de trabalho que tenha por objetivo ou efeito humilhar, desestabilizar emocionalmente ou excluir o trabalhador. Não se trata de um episódio isolado, mas de um comportamento contínuo que mina a dignidade do empregado.
Ele pode ocorrer de forma:
Vertical descendente (chefia contra subordinado – a mais comum);
Vertical ascendente (subordinados contra superior);
Horizontal (entre colegas de mesmo nível hierárquico).
Exemplos práticos do cotidiano
Para facilitar a identificação, veja situações frequentes que podem caracterizar assédio moral quando ocorrem de forma reiterada:
Gritos, xingamentos ou ironias constantes diante de colegas;
Metas impossíveis com cobranças agressivas e humilhantes;
Isolamento do trabalhador, retirada de funções ou exclusão deliberada;
Ameaças recorrentes de demissão sem justificativa;
Exposição pública de erros com intuito de ridicularizar;
Comentários depreciativos sobre aparência, capacidade ou vida pessoal.
É importante destacar: cobrança por resultados, por si só, não é assédio. O problema surge quando a cobrança é feita de maneira abusiva, vexatória e repetitiva.
Consequências para o trabalhador
O assédio moral não afeta apenas o desempenho profissional. Ele gera impactos profundos na saúde física e mental, como:
Ansiedade e depressão;
Síndrome de burnout;
Distúrbios do sono;
Queda da autoestima;
Afastamentos médicos e uso contínuo de medicação.
Em muitos casos, o trabalhador permanece no emprego apenas por necessidade financeira, mesmo adoecido, o que agrava ainda mais o quadro.
É possível pedir demissão sem perder direitos?
Sim. Dependendo da gravidade e da comprovação do assédio moral, é possível pleitear a rescisão indireta do contrato de trabalho, situação em que o empregado rompe o vínculo por culpa do empregador e recebe praticamente as mesmas verbas de uma demissão sem justa causa, como:
Aviso-prévio;
Férias + 1/3;
13º salário;
Saque do FGTS + multa de 40%.
Cada caso exige análise técnica cuidadosa, pois a prova do assédio é elemento central.
Como provar o assédio moral?
A prova é um dos pontos mais sensíveis nesses casos. Podem ser utilizados:
Mensagens de WhatsApp, e-mails, áudios e vídeos;
Testemunhas (colegas que presenciam as condutas);
Registros de advertências abusivas;
Laudos médicos que indiquem nexo entre o trabalho e o adoecimento;
Anotações pessoais organizadas com datas, horários e fatos.
Jamais apague mensagens ou registros que possam servir como prova.
Orientação segura
Cada situação de assédio moral possui particularidades. Antes de qualquer atitude — como pedir demissão ou confrontar a empresa — é essencial buscar orientação jurídica especializada, para avaliar riscos, provas disponíveis e a melhor estratégia de proteção dos seus direitos.
Nosso escritório atua com foco exclusivo na defesa do trabalhador regido pela CLT. Temos ampla experiência em casos de assédio moral, rescisão indireta e indenização por danos morais decorrentes de abuso no ambiente de trabalho.
Se você está enfrentando humilhações, pressão psicológica excessiva ou tratamento desrespeitoso no trabalho, procure orientação. Analisar o caso no momento certo pode evitar prejuízos maiores e preservar sua saúde e seus direitos.
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