Advogado Maringá - Controle de ponto irregular: como o trabalhador pode provar horas extras não pagas
Muitos trabalhadores cumprem jornada além do horário contratado, mas não recebem corretamente pelas horas extras.
Dr. Teófilo Stefanichen Neto
2/4/20262 min read


Controle de ponto irregular: como o trabalhador pode provar horas extras não pagas
Muitos trabalhadores cumprem jornada além do horário contratado, mas não recebem corretamente pelas horas extras.
Em grande parte dos casos, o problema está no controle de ponto irregular: cartões britânicos, ajustes manuais feitos pela empresa, ausência de registro ou exigência de bater o ponto e continuar trabalhando.
Essa prática é mais comum do que parece e gera dúvidas legítimas sobre como provar as horas extras na Justiça do Trabalho.
Neste conteúdo, explico de forma clara quando o controle de ponto é considerado irregular, quais são os direitos do trabalhador CLT e como a prova pode ser feita com segurança.
O que é o controle de ponto e quando ele é obrigatório
O controle de ponto é o registro diário da jornada de trabalho, indicando horários de entrada, saída e intervalos. Empresas com 20 ou mais empregados são obrigadas a manter esse controle, que pode ser:
Manual (livro ou cartão de ponto)
Mecânico
Eletrônico
Digital (aplicativos e sistemas online)
Independentemente do meio utilizado, o registro deve refletir a jornada real. Quando isso não acontece, o ponto perde credibilidade.
Situações comuns de controle de ponto irregular
Na prática, algumas situações se repetem com frequência:
Registros sempre iguais (ex.: entrada às 08h e saída às 18h todos os dias)
Empresa manda bater o ponto e continuar trabalhando
Alterações manuais feitas pelo RH sem concordância do empregado
Ausência de registro do intervalo intrajornada
Empresa não fornece espelho de ponto ao trabalhador
Trabalho externo ou em home office sem qualquer controle
Essas práticas podem caracterizar fraude no controle de jornada.
Cartão de ponto “britânico” é válido?
O chamado cartão de ponto britânico é aquele com horários absolutamente idênticos todos os dias. A Justiça do Trabalho entende que esse tipo de registro gera presunção de irregularidade, pois não reflete a dinâmica real do trabalho.
Nesses casos, o ônus da prova pode ser invertido, favorecendo o trabalhador, especialmente quando há outros indícios de jornada superior à registrada.
Como o trabalhador pode provar as horas extras
Mesmo quando o controle de ponto é inválido ou inexistente, o trabalhador não fica sem proteção. A prova das horas extras pode ser feita por diversos meios, como:
Conversas de WhatsApp ou e-mails fora do horário
Registros de acesso a sistemas internos
Testemunhas que trabalhavam no mesmo setor
Escalas, ordens de serviço e relatórios
Comprovantes de entrada e saída do local de trabalho
Prints de aplicativos corporativos
A análise do conjunto probatório é essencial. Cada caso deve ser avaliado de forma individual.
Intervalo intrajornada também conta como hora extra?
Sim. Se o intervalo para refeição e descanso não for concedido integralmente, o tempo suprimido pode gerar pagamento como hora extra, com adicional, conforme a legislação trabalhista e entendimento consolidado dos tribunais.
Exemplo comum: intervalo de 1 hora reduzido para 30 minutos por exigência da empresa.
Orientação jurídica segura
O controle de ponto irregular é uma das principais causas de condenação das empresas ao pagamento de horas extras. Quando o registro não reflete a realidade, o trabalhador pode, sim, buscar seus direitos, desde que haja provas mínimas e orientação adequada.
Se você desconfia que suas horas extras não estão sendo corretamente pagas ou que o controle de ponto da empresa não corresponde à jornada real, o ideal é procurar um advogado trabalhista para avaliar o seu caso com segurança.
Somos especialistas em Direito do Trabalho e estamos preparados para auxiliar trabalhadores CLT na defesa de seus direitos.
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